Eu sou uma pessoa extremamente curiosa. A curiosidade me
consome por dentro como uma pequena formiguinha que se infiltra em mim pelo
dedo do pé e vai tomando conta da minha vontade e, quando menos espero, virei
um formigueiro de pura vontade de saber. Estou lutando contra a minha
curiosidade porque sempre que ela precisa ser sanada por uma pergunta direta,
por algo que não há rede social ou google que responda, ela estraga tudo. Sim,
a curiosidade é quem estraga, não eu. Sou refém dela e resistir é sempre muito
difícil. Meus dedinhos coçam pra escrever “mas vem cá, como é mesmo que ....”
mas eu me seguro. Eu me controlo. Eu me agarro firme na borda do colchão e
espero a vontade passar. Mas ela não passa, e a morbidez da questão atiça ainda
mais minha curiosidade como a um tubarão faminto, e a vontade de saber é quase
maior que meu autocontrole.
Essa coisa de se ter licença para ser enxerido mal-acostuma o vivente, faz a gente pensar que pode perguntar o que quiser para quem for, o importante é saber, ter a informação. Pertenço àquela raça maldita que pensa que tem o direito de saber, sempre, não interessam as consequências. Afinal, eu preciso saber onde me meti, não preciso? E com pegadinhas mentais engano a mim mesma e quase escorrego em perguntar “vem cá, está tudo tranquilo mesmo?”. Perguntar ofende, ou que é pior, dá a entender o que não é. E o que era só curiosidade vira uma sentença para quem ouve a pergunta, uma declaração de que talvez você precise saber o que as coisas significam no mundo e de que suas intenções por trás daquela pergunta podem ser mais perversas ou profundas do que se está preparado para encarar. Curiosidade é um bichinho perneta com uma dúzia de olhos azuis arregalados que assustam a qualquer um e destroem a base da confiança entre as pessoas. Contudo, sem curiosidade nunca nos interessaríamos pelo que o outro é, pelo que o outro faz e pelo que o outro pode ser. Retorço-me de curiosidade, mordo os lábios e reviro os olhos, mas dessa vez escolho não saber.
Essa coisa de se ter licença para ser enxerido mal-acostuma o vivente, faz a gente pensar que pode perguntar o que quiser para quem for, o importante é saber, ter a informação. Pertenço àquela raça maldita que pensa que tem o direito de saber, sempre, não interessam as consequências. Afinal, eu preciso saber onde me meti, não preciso? E com pegadinhas mentais engano a mim mesma e quase escorrego em perguntar “vem cá, está tudo tranquilo mesmo?”. Perguntar ofende, ou que é pior, dá a entender o que não é. E o que era só curiosidade vira uma sentença para quem ouve a pergunta, uma declaração de que talvez você precise saber o que as coisas significam no mundo e de que suas intenções por trás daquela pergunta podem ser mais perversas ou profundas do que se está preparado para encarar. Curiosidade é um bichinho perneta com uma dúzia de olhos azuis arregalados que assustam a qualquer um e destroem a base da confiança entre as pessoas. Contudo, sem curiosidade nunca nos interessaríamos pelo que o outro é, pelo que o outro faz e pelo que o outro pode ser. Retorço-me de curiosidade, mordo os lábios e reviro os olhos, mas dessa vez escolho não saber.
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