segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Do Tangos e Tragédias

Programa que é sempre muito divertido é ir no Tangos e Tragédias ouvir os contos, cantos e causos da Sbornia. Nico Nicolaiewski e Hique Gomez estavam maravilhosos como sempre, inclusive ao atender os fãs chatos como as gurias e eu querendo fotos e autógrafos no final do show. Já tinha ido no T&T antes, mas essa foi especial. Assisti sentada no chão do Guarany, bem na frente, porque nossos lugares tinham uma visão ótima apenas da caixa de som. E valeu muito à pena. Foi até mais confortável que sentar na cadeira do teatro e eu fui chamada pra dançar o Copérnico!!!

Muito divertido, especialmente porque tem forma melhor que participar desse show maravilhoso para comemorar o fim do famigerado TCC?? Foi engraçado, curti bastante com as gurias, tive a honra de entrar no espaço de Kraunus Sang e Maestro Pletskaya, e arrematei o show comprando o DVD - principalmente pelo autógrafo, porque foi meio carinho pro momento - e comendo um crepe muito gostoso na Crêperie. Valeu a noite e eu certamente não vou esquecer, do show e das sensações.

Obs: o vídeo da dança folclórica da Sbornia vem depois, ok??

domingo, 16 de novembro de 2008

Do Plurk

Lendo um dos primeiros textos/artigos/ensaios/reflexões sobre blogs feitos, da Rebecca Blood, fiquei pensando numas coisas que ela diz. Uma delas não tem coisa alguma a ver com o meu TCC, mas me chamou a atençao. Ela diz que a falta de uma ordem específica para o que a pessoa deve postar acabou mudando o foco do que era postado em blogs. Antes do Blogger, os blogs eram um filtro de links comentados ou não; uma das ferramentas que facilitaram a popularização dos blogs até mesmo tinha em seu formulário de publicação o espaço para a URL indicada, para o título da postagem e para o comentário. O Blogger sempre foi desse jeito qe é agora, de não te dizer o que postar, simplesmente dar a ferramenta para fazê-lo.

Acabei fazendo uma analogia meio rápida disso com a popularização do Plurk em detrimento do Twitter aqui em Pelotas e arredores. O Plurk prioriza a visualização da tua rede social apenas, e por eu nunca ter parado para analisar ele não sei como anda sua popularidade fora daqui. Mas em Pelotas, a normativa do Twitter de perguntar "O que você está fazendo" acabou afastando um monte de gente de lá quando se descobriu o Plurk. Claro que não é só a pergunta, mas sim a estrutura do Twitter que não valoriza a conversação tanto quanto o Plurk que, para a preguiça dos pelotenses, engessou o uso. Mas essa estrutura, pra mim, tem a ver com o propósito de se fazer um registro de acontecimentos diários e não uma conversação/debate sobre eles. O Plurk nos pareceu - pelo menos a mim e as pessoas com quem converso sobre isso, como a Karinex - melhor para conversar e realmente estar em contato com as pessoas que seguimos. Um voyerismo em uma plataforma que favorece a interação, digamos assim.

Do Dia da Blogagem Política 2

Há pouco terminou o Dia da Blogagem Política 2, que era no sábado, e da qual eu não pude participar [de novo]. O TCC sobre a blogagem é minha prioridade total. Portanto, não deu :/. Mas para quem estiver interessado no assunto, vale passar lá no Xô Censura. Tem uma lista de blogs que estão participando e dá para ter uma idéia do que o povo está falando sobre o projeto do Azeredo na blogosfera. E assinem a petição!!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Do dia da Blogagem Política


Não deu pra participar do primeiro dia de Blogagem Política contra o projeto de lei 89/03, proposto pelo senador Eduardo Azeredo, que tipifica crimes cometidos pela Internet e otras cositas más. Mas dessa vez vou participar e divulgar a blogagem, afinal, faço um TCC sobre o movimento e não sou capaz de escrever uma linha aqui sobre o assunto. Bueno, aqui está. Aguardem o dia 15 de novembro para mais informações.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Da Obama-mania


Para onde eu me vire hoje vejo Barack Obama de todos os ângulos, em todas as poses e em todas as opiniões. A Obama-mania chegou com tudo ao Brasil, e sei lá porque simpatizamos com o rapaz. Sim, rapaz, porque aos 47 anos chegar à presidência de uma país (e que país) é como ser um garoto prodígio. Toda essa idéia de representante da minoria, a simpatia que ele passa, a promessa de mudança e, principalmente a ênfase de pôr um fim na guerra do Iraque nos dão esperança, e nos fazem compartilhar dessa euforia norte-americana com a eleição de seu 44º governante, o primeiro negro.

Mas será que estamos esquecendo a tendência ao protecionismo do partido Democrata? Será que não vamos acabar nos dando mal com muito etanol para vender e sem os Estados Unidos para comprar? Torcemos pelo melhor desse rosto novo que tão sorridentemente nos diz que trará mudanças para seu país e para o mundo. Esperamos isso dele, queremos que ele consiga. E é impossível não simpatizar com essa figura, que até um nome fácil de falar em inúmeras línguas têm. Só espero daqui a quatro ou cinco anos ainda ficar feliz em pronunciá-lo.

Aliás, bem que ele podia aproveitar essa temporada na Casa Branca e dar um jeito no sistema eleitoral deles. Se nós conseguimos fazer organizadinho, eles não fazem porque não querem.

domingo, 26 de outubro de 2008

Do horário de verão


O horário de verão me afeta de um jeito engraçado. Não noto nenhuma diferença durante o dia, vivo sempre descompassada com o horário, não sei se deveria ser outra hora a não ser a que o relógio mostra. Mas na madrugada, meu território por natureza, sei exatamente que a hora não está correspondendo ao ciclo natural. Ainda é noite fechada e já são 6h20 da manhã. Não faz sentido porque os passarinhos acabaram de começar a se mexer, e eles fazem isso às 5h. Justamente por não me guiar pelo sol, por me conectar aos sons de quando está tudo quietinho, sem criança gritando ou ônibu passando, consigo sentir que o tempo está, por assim dizer, errado.

Eu gosto dele assim, o relógio marcando um tempo diferente daquele para qual foi feito. Acho o relógio artificial de mais para andar junto com a natureza. E nasci no horário de verão, de tardezinha, na hora e na época em que mais gosto de viver. Acertei o dia de nascer e me acostumei com o "horário novo". Fiz minha mãe ficar na cama até mais tarde e não ir à aula naquele dia. Me pronunciei só no horário do almoço, e levei a preguiça até a metade da tarde, pra nascer mais perto do pôr do sol. E provavelmente passei aquela noite acordada.

Hoje passo noites acordadas, mas evito ver o nascer do sol todo dia. Eu sei que ele está ali, mas gosto de guardá-lo para ocasiões especiais. Cinco minutos depois que o canto dos passarinhos fica impossível de não se notar, o sol começa a nascer de verdade. A cor do mundo além do vidro da porta fica diferente, um roxinho esverdeado que logo logo vira luz. E com tudo isso, minha cã dorme indiferente ao horário que os homens se impõe.

sábado, 13 de setembro de 2008

Do choro e do No Te Va Gustar

Todo mundo que me conhece sabe que eu sou chorona - e isso inclui amigos, vizinhos, parentes, caixas de supermercado e cobradores de ônibus. Mas poucas coisas têm me feito chorar tanto nos últimos tempos como a música Clara, da banda uruguaia No Te Va Gustar.

Não sei o que há na combinação de uma letra super emotiva e triste com uma melodia intensa que me faz chorar. E é sempre que ouço a música. Tá certo que só piora as coisas a combinação de fatores como ser um canção sobre a morte da tal Clara e a saudade de alguém que fica só sem ela, mais o fato de eu querer nomear um bebê meu com esse nome um dia. Mas tudo isso não é motivo pra aguém se acabar em lágrimas quando toca uma música.

Aliás, não é mais só quando a escuto. Já choro apenas em pensar sobre a canção ou ao comentá-la com algém. Se eu tento reproduzir o refrão (mesmo que o traduzindo), pronto, começo a soluçar antes da segunda frase.

Fato é que os caras vêm a Pelotas na próxima sexta-feira e eu, provavelmente, chorarei ouvindo Clara ao vivo no Sete de Abril. Sofrerei mais uma vez pela moça/senhora/mulher que se foi e pelo anônimo que triste ficou a sonhar encontrá-la em outro plano. Vale à pena. Não que eles sejam a minha banda uruguaia favorita, mas sem dúvida está entre as melhores da banda oriental.